Por Katia Moreira e Gisela Alcaide, 25 de Novembro de 2024
A ciência da Energética, de Norberto Keppe, mostra que a Energia Essencial (Divina), origem e sustentáculo de tudo o que existe, é a força motriz dos processos artísticos. Através das obras de arte, vemos o conceito de ‘Ser” como captador e difusor dessa Energia) e sua relação com as formas que compõem a sua manifestação. A arte torna-se um veículo para a transmissão dessa energia ao observador, para que possamos perceber O Divino nas Artes.
Keppe demonstra que a Energia Escalar Essencial é a força vital que permeia todas as coisas, originando também as obras de arte. A investigação da energia divina nos processos artísticos permite uma nova perspectiva sobre a criação e a relação entre o artista, a obra e o observador.
Vamos tomar como exemplo Van Gogh. Podemos dizer que seus trabalhos de pintura transmitem facilmente a ideia de energia, deslumbrando e energizando quem as contempla, seja por suas pinceladas marcantes, seja pelas cores vivas, seja pela dinâmica da composição. Tudo exala energia. Esse processo de contemplação do observador, por si é terapêutico.

Examinando suas obras, veremos que é o Ser do artista que imprimiu na obra essa sensação clara de energia. Pelas palavras do filósofo Agostinho da Silva podemos compreender melhor quem foi Van Gogh e o que sua obra representa:
…o amor de Van Gogh queria servir ao aperfeiçoamento do amado; desejo de o ver melhor, mais belo, mais forte, e desejo de o servir em todo o duro caminho que leva à perfeição; melhorar os animais e as aves, tornar mais divinos os poentes e mais profundamente misterioso o palpitar das estrelas…
… era possível, pela arte, amar-se e expressar-se o amor; era possível, pela arte, libertar as almas e talvez, um dia, libertar também os corpos; com uma condição: a de que a arte fosse sincera, fosse um meio ao serviço de um espírito…
Tinham-no expulsado da religião e sentia-se mais religioso, porque de todo se libertara das limitações da teologia universitária e ortodoxa, todo se entregava ao amor universal que sempre desejara como essência do seu espírito; tudo lhe aparecia divino, e doloroso, e de possível redenção pelo amor;(SILVA, 1940, P. 13 e 20)
A intenção do artista é claramente uma força no ato de sua criatividade artística, ou melhor, seus sentimentos de generosidade, e amor que o sintonizam com o que é divino fazem fluir uma energia que se materializa na sua obra. Segundo Norberto Keppe podemos compreender também este fenômeno energético associado à vibração interna do artista com grande impacto no mundo externo, seja nas pessoas como na própria natureza que nos rodeia:
Só é possível trabalhar com a onda escalar com seres que tenham vibração energética na mesma sintonia, permitindo que ela penetre e caminhe através deles para o mundo exterior. É por este motivo que só os indivíduos ativos (no bom sentido) exercem influência movimentando a energia escalar através dos impulsos eletromagnéticos e gravitacionais; sons, imagens, perfumes, paladar e tato e principalmente os sentidos internos a difundem, harmonizando e desenvolvendo os elementos exteriores (animais, plantas e minerais) — inclusive evitando as corrupções, calamidades e guerras. (KEPPE, 2002, p. 64)
Ao entender este fenômeno energético, podemos dar mais valor às artes, quando estas estão ligadas aos aspetos superiores da vida, os bons sentimentos e ações, não de forma idealizada, mas consciente da realidade humana e transcendente.
No curso de Pós-Graduação O Divino nas Artes, aprofundamos nas questões energética aplicada às artes e todo processo terapêutico que resulta dessa compreensão.
Referência Bibliográfica
KEPPE, Norberto da R. Metafísica Trilógica II – Fenômenos Sensoriais “Transcendentais”. 2.ed. São Paulo: Proton Editora, 2002.
SILVA, Agostinho da. A vida e a arte de Van Gogh – Volume IV Tomo 1 Cadernos de Informação Cultural, Lisboa: Editora?1940.





