Palestras Principais – Presenciais – 21º Congresso Internacional de Trilogia Analítica

1. A Arte Rupestre na Serra da Capivara

Dra. Edna Bugni

A Dra. Edna Bugni iniciou sua palestra dizendo que a arte rupestre é uma expressão artística de 50 mil anos de idade. Ela pode consistir de pinturas ou gravuras, sendo um testemunho consciente e voluntário do homem pré-histórico, que foi feito para ter um significado.

Segundo Annete Lamming-Emperaire, famosa arqueóloga que, inclusive, descobriu o mais antigo esqueleto do Brasil, chamado de Luzia, “ela representa uma linguagem, uma escrita, uma mensagem que tentamos compreender e traduzir”. Comentou que seu trabalho de prospecção é feito no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, considerado um Patrimônio Cultural da Humanidade.

Até 2018, lá existiam 1357 sítios arqueológicos, dos quais 204 estavam abertos à visitação. Passou então a falar sobre a beleza deixada pelos homens pré-históricos, começando por citar Felipe Criado-Boado, pesquisador espanhol, que diz que “a arte e a cultura material influenciam a formação e o processo do pensamento coletivo”, afirmando, em seguida, que isso é possível de ser visto na Serra da Capivara. Apresentou então a figura de um homem com um cocar na
cabeça e uma vestimenta muito parecida com os mantos indígenas contemporâneos, uma figura simbólica e cerimonial. Na sequência, exibiu a figura de uma árvore rodeada por vários homens em movimento, também uma pintura cerimonial, a árvore tendo um significado para essa população. A próxima imagem consistiu de outra árvore também rodeada por pessoas, coisa que aparece com frequência naqueles sítios arqueológicos.

A imagem seguinte foi de um sol e pessoas com os braços levantados, também uma cerimônia. Disse que essas figuras servem para mostrar que a consciência e a beleza sempre existiram, e que devemos desconstruir a história de que o homem primitivo era um brutamontes. Pelo contrário, ele conseguia se exprimir dessa maneira. Mostrou a seguir uma imagem de contexto cultural daquela civilização – pessoas dançando, com movimentos de braços e corpo. Passou então a exibir imagens com cenas de violência, que são mais recentes, mas terminou a exibição de imagens rupestres com a figura do “beijo”, que evoca a questão do afeto e da solidariedade entre os povos primitivos.

Finalizou a palestra dizendo que as ferramentas emocionais dos homens pré-históricos eram iguais às nossas. Eles tinham solidariedade, apoio, medo, raiva. Concluiu dizendo que, em vista disso, não somos melhores do que eles.

Palavras-chave: Arte rupestre, Sítios Arqueológicos, Civilização, Pré-História, Afeto.
 

2. O Olho é o Universo

Dr. Celso Batello

O Dr. Celso Batello iniciou sua palestra dizendo que o ensinamento da iridologia é prático. Em seguida, apresentou duas imagens, uma do olho humano e outra da galáxia chamada de Olho de Deus, chamando a atenção para a
semelhança entre elas, declarando que “a íris é o universo, e quanto mais se conhecer a respeito do universo, maior
aplicabilidade se encontrará no estudo da íris”, e que a iridologia em hipótese alguma faz diagnóstico clínico, mas
funciona como um pré-diagnostico, por identificar o órgão de choque da pessoa, isto é, seu órgão mais fraco. A
iridologia como a conhecemos nasceu com o médico Ignatz von Peczely quando, ainda criança, quebrou inadvertida-
mente a pata de uma coruja e percebeu que naquele momento apareceu um sinal em sua íris.

Quando já formado, passou a correlacionar as marcas da íris a determinadas doenças. O Dr. Batello passou então a definir o que é um microssistema – a menor porção que tem a informação do todo. Os dentes, as mãos, as orelhas e olhos são microssistemas, sendo os últimos os mais perfeitos. Em seguida, discorreu sobre os pilares da iridologia: Densidade, Constituição, Diátese, Homeostase, Autorregulação, Alergia, Lei de Hering, Lei de Arndt Schultz e Disposição, e disse que se concentraria apenas nos primeiros.

A densidade da íris é definida pela quantidade de fibras, e quanto mais fibras, melhor; quanto à constituição, as cores marrom e preta pertencem a pessoas chamadas de hematogênicas, cujas debilidades estão ligadas ao terreno cardiovascular, e a cor azul está ligada a debilidades linfáticas. Disse que o anel em torno da pupila mostra a energia vital do indivíduo, e que o olho é como uma carta topográfica. A íris direita representa a parte direita do corpo, e a esquerda a parte esquerda. Voltou então a falar sobre a constituição, que definiu como o conjunto anatomofuncional de um indivíduo, ou seja, como seus órgãos funcionam, e mencionou que se baseia também nos estudos de biotipos de Kretschmer. Deu o exemplo da “orelha de abano”, que pode indicar problemas linfáticos. Finalizou reafirmando que a iridologia deve ser considerada como um auxiliar extremamente importante nos diagnósticos médicos.

Palavras-chave: Iridologia, Pré-diagnóstico, Olho humano, Íris.

 

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