Afinal, como é mesmo a mulher?

Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco

After all, what is a woman really like?

RESUMO

A mulher, se é de valor e autêntica, tem características que lhe são específicas. É carinhosa, suave, meiga, sentimental e sensível; é paciente, tolerante e conciliadora. São qualidades que existem em Deus, e que estão potencialmente presentes em todas as mulheres.

Palavras-chave: Sexo feminino, Qualidades, Sentimento, Razão, Socioterapia.

ABSTRACT

A woman, if she is valuable and authentic, has characteristics that are specific to her. She is affectionate, soft, sweet, sentimental and sensitive; she is patient, tolerant and conciliatory. These are qualities that exist in God, and that are potentially present in all women.

Keywords: Female sex, Qualities, Feeling, Reason, Sociotherapy.

Texto

Muitas vezes me perguntava como deveria ser a mulher verdadeiramente, isto é, em sua origem; pela natureza, ela
foi criada bem diferente do que é a maioria delas hoje.

Se tentava imaginar Eva, antes de pecar pela primeira vez seguindo as sugestões demoníacas, ficava com a mente
meio nebulosa, somente me lembrando de certas figuras, muito inexpressivas aliás, de pinturas e desenhos que vemos em museus e em livros religiosos. Procurei então verificar as qualidades de mulheres de expressão na história, tentei fazer um “feixe” de qualidades através do qual as mulheres teriam um ponto de referência para se conhecer melhor.

Vi muitos autores opinarem que a mulher era totalmente diferente do homem, física e psiquicamente. Outros já diferiam dessa opinião fazendo quase que nenhuma distinção entre os sexos. A imagem bíblica da Eva sendo criada por Deus, de uma costela de Adão, deu margem a várias opiniões como:

1) A mulher seria inferior ao homem, pois seria somente um prolongamento deste.

2) A mulher é o símbolo do sentimento e o homem, da cabeça, pois ela teria saído de uma costela do lado do coração.

Sendo assim, sempre a humanidade considerou o sentimento como inferior à razão, tendo que ser dominado pela
última (representada pelo homem).

Depois de séculos de desprezo ao sexo feminino, alguns povos começaram a reformular seus conceitos indo, muitas vezes, como aconteceu nos EUA, a um extremo oposto, onde boa parte do povo vê a mulher como superior ao homem. Teses afirmando que o planeta Terra é feminino; que Deus é feminino e não masculino; que as sociedades matriarcais são mais equilibradas etc., começaram a vicejar dentro dos movimentos feministas americanos.

Mas tudo isso sempre me pareceu parcial, injusto e muito pouco provável. Considerarmos o homem superior à mulher, pela natureza me soava tão incerto quanto a hipótese contrária.

O que podia observar dentro da minha experiência como ser humano, como mulher, e como psicanalista, era que na
maioria das sociedades, principalmente latinas, árabes, judaicas e orientais, as mulheres tinham uma filosofia de vida que lhes fora altamente destrutiva, e que passavam de geração a geração. Geraram, através de seu comportamento muito patológico, uma grande decadência — tanto para si, que passaram a ser vistas como sexo “frágil”, como para as sociedades a que pertenciam.

Mas esta questão me foi satisfatoriamente elucidada quando certo dia, numa conversa, dr. Keppe (criador da
Trilogia Analítica) me disse que achava que “Deus tinha em si qualidades femininas e masculinas, e que havia repartido entre o homem e a mulher suas qualidades”.

A mulher, se é de valor e autêntica, tem características que lhe são específicas. Por exemplo, ela é carinhosa, cuida
dos indivíduos, de detalhes, de embelezar a vida para os outros, de satisfazer desejos; é suave, meiga, sentimental e sensível; é paciente, tolerante e conciliadora. Assim como o Criador, que foi capaz de criar borboletas tão delicadas, o perfume e beleza das flores tão suaves, animaizinhos tão meigos e brincalhões, fêmeas tão maternais que morrem pela defesa de seus filhos… Bem, essas são qualidades que existem em Deus, e que estão potencialmente presentes em todas as mulheres.

O homem já apresenta outras qualidades que existem em Deus: força, coragem, espírito empreendedor, mente
abrangente e universal. Assim sendo, os dois unidos deveriam repetir na Terra a realidade existente em Deus.

E isso sucederá mais rápido, caso ambos se conscientizem de sua inveja. Cada qual quer ser como o outro, ter suas vantagens imaginárias, e com isso anula as qualidades que lhe são características, tornando-se seres meio animalescos, meio demoníacos, insatisfeitos e sem personalidade.

Muitas vezes a mulher tem sido inimiga do homem (e vice-versa). Desde pequenina, mesmo antes de conhecer seu
marido, sua mãe, tias e avós já a instigam contra o futuro “opressor”. A sociedade, de início, já está dividida por esse
motivo. Imaginem o que não será o mundo no momento que ambos conscientizarem esse pacto diabólico e se tornarem amigos e se complementarem?

A mulher precisa das qualidades do homem e ele, as da mulher. De que vale um homem sozinho na vida, que não
aceita nem a si mesmo? Ou de que adianta uma mulher sem afeto, querendo negar sua natureza? Percebendo-se como seres complementares, a mulher e o homem poderão se desabrochar em toda a sua intensidade e realizar o que nunca cada um, sozinho, antes conseguiu; inclusive descobrindo em si mesmos potencialidades totalmente desconhecidas. Aí, certamente, existirá um maior número de “gênios” femininos na história da nossa civilização, pois possuímos, como mulheres, características semelhantes às divinas, de igual valor às que existem nos seres do sexo masculino.

 

Sobre o autor

Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco Psicanalista formada por Norberto R. Keppe na SPI – Sociedade de Psicanálise Integral, Brasil. Doutora Honoris Causa. Fundadora e Diretora das Faculdades Trilógicas Keppe & Pacheco e Nossa Senhora de Todos os Povos (FATRI EAD). Especialista em Psicossociopatologia pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Keppe & Pacheco e INPG, SP.
Escritora de 16 obras sobre Psicanálise e Medicina Psicossomática. Fundadora da Associação Internacional STOP à Destruição do Mundo.

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